Rússia: um encanto, mas nem sempre
Estou de volta. Foi cansativo e acho que vou estar a recuperar durante um mês - cinco dias extenuantes com duas ou três directas pelo meio.
Um país com monumentos, fachadas e pessoas indescritivelmente bonitas. Sobretudo as mulheres: seja a senhora que está a varrer o café seja a directora do congresso - todas elas bonitas, extremamente bem vestidas e pintadas. Os homens nem por isso: vulgares e, na sua maioria, mal vestidos e penteados.
Não se ouve a habitual agitação sonora tipicamente portuguesa, por muito maior que seja a quantidade de pessoas. São calmas e limpas - na rua não se vê nada sujo. No entanto não sabem respeitar uma fila de espera - aprendi a respeitar porque é a cultura deles.
A vida não é muito barata e temos de ser comedidos. A falta de traduções e preparação para os turistas estrangeiros faz-se sentir, essencialmente nos espaços utilizados pelos cidadãos locais, como por exemplo o imerecidamente famoso Metro de Moscovo.
Em relação à problemática do Crohn. Comecei logo por me esquecer de uma das sacas com a medicação - pelo menos levei imunossupressores suficientes assim como o resto que é regular. Fiquei um bocado aflito ao ver que só tinha levado dois buscopan e dois benuron.
Não sei porquê, mas andar de avião, faz com que eu fique sempre com dores de barriga e mal disposto - como se fosse nauseado. Durante o tempo que estive lá sempre que via um dos pratos típicos deles ficava enjoado. Posso contar, pelos dedos de uma mão, as vezes que fiz refeições russas. Sabem o que me valeu? O Burger King e a comida que tinha levado na mala - barras de golden grams, barras de cereais do Continente e Bolicaos. Óbvio que não eram as mais saudáveis, mas por certo que eram as mais transportáveis. Das poucas refeições de lá que experimentei não terminei nenhuma:
-Noodles não mastigáveis com um sabor a estrugido insuportável - pareciam borracha - isto foi num restaurante em São Petersburgo com comida de várias nacionalidades;
-Hamburger de carne e cogumelos guarnecido com arroz com açafrão, milho e mais qualquer coisa bem como com salada russa - foi uma das refeições do congresso - a bebida foi sempre chá e não, não havia água;
-Refeições de avião: tivemos a sorte de nos colocarem em executiva entre Lisboa e São Petersburgo e por isso tivemos uma boa ementa à descrição - comi entradas e confesso que o salmão fumado me nauseou ao contrário das sementes secas muito agradáveis. Quanto à refeição principal escolhi um folhado de vitela com ervilhas - muito bom, por sinal. Não consegui comer a sobremesa porque estava enjoado. A acompanhar pedi o meu tradicional "vinho de avião" - desta vez como era em executiva pude escolher: um bom Quinta da Alorna.
Nunca fui capaz de tomar pequeno almoço e fiz-me sempre acompanhar da minha alimentação suplente!
O congresso foi bom e as pessoas fantásticas, como sempre.
Hoje ainda estou a recuperado do cansaço pois, uma vez que gastamos tanto dinheiro numa viagem, naturalmente queremos usufruir de cada segundo - significa andar muito e dormir pouco. Os horários e quantidade de aviões não ajudaram nada. Pela primeira vez consegui dormir num avião - mas também nem sequer quero contabilizar as horas a que já estava acordado.
Como se pode constatar poucas foram as limitações que a minha doença teve nesta viagem - temos de encarar tudo isto como uma aprendizagem contínua. Estou certo de que, para a próxima, vou ser capaz de gerir melhor a questão da alimentação assim como não me irei esquecer da minha medicação (especialmente o indutor de sono).
Um país com monumentos, fachadas e pessoas indescritivelmente bonitas. Sobretudo as mulheres: seja a senhora que está a varrer o café seja a directora do congresso - todas elas bonitas, extremamente bem vestidas e pintadas. Os homens nem por isso: vulgares e, na sua maioria, mal vestidos e penteados.
Não se ouve a habitual agitação sonora tipicamente portuguesa, por muito maior que seja a quantidade de pessoas. São calmas e limpas - na rua não se vê nada sujo. No entanto não sabem respeitar uma fila de espera - aprendi a respeitar porque é a cultura deles.
A vida não é muito barata e temos de ser comedidos. A falta de traduções e preparação para os turistas estrangeiros faz-se sentir, essencialmente nos espaços utilizados pelos cidadãos locais, como por exemplo o imerecidamente famoso Metro de Moscovo.
Em relação à problemática do Crohn. Comecei logo por me esquecer de uma das sacas com a medicação - pelo menos levei imunossupressores suficientes assim como o resto que é regular. Fiquei um bocado aflito ao ver que só tinha levado dois buscopan e dois benuron.
Não sei porquê, mas andar de avião, faz com que eu fique sempre com dores de barriga e mal disposto - como se fosse nauseado. Durante o tempo que estive lá sempre que via um dos pratos típicos deles ficava enjoado. Posso contar, pelos dedos de uma mão, as vezes que fiz refeições russas. Sabem o que me valeu? O Burger King e a comida que tinha levado na mala - barras de golden grams, barras de cereais do Continente e Bolicaos. Óbvio que não eram as mais saudáveis, mas por certo que eram as mais transportáveis. Das poucas refeições de lá que experimentei não terminei nenhuma:
-Noodles não mastigáveis com um sabor a estrugido insuportável - pareciam borracha - isto foi num restaurante em São Petersburgo com comida de várias nacionalidades;
-Hamburger de carne e cogumelos guarnecido com arroz com açafrão, milho e mais qualquer coisa bem como com salada russa - foi uma das refeições do congresso - a bebida foi sempre chá e não, não havia água;
-Refeições de avião: tivemos a sorte de nos colocarem em executiva entre Lisboa e São Petersburgo e por isso tivemos uma boa ementa à descrição - comi entradas e confesso que o salmão fumado me nauseou ao contrário das sementes secas muito agradáveis. Quanto à refeição principal escolhi um folhado de vitela com ervilhas - muito bom, por sinal. Não consegui comer a sobremesa porque estava enjoado. A acompanhar pedi o meu tradicional "vinho de avião" - desta vez como era em executiva pude escolher: um bom Quinta da Alorna.
Nunca fui capaz de tomar pequeno almoço e fiz-me sempre acompanhar da minha alimentação suplente!
O congresso foi bom e as pessoas fantásticas, como sempre.
Hoje ainda estou a recuperado do cansaço pois, uma vez que gastamos tanto dinheiro numa viagem, naturalmente queremos usufruir de cada segundo - significa andar muito e dormir pouco. Os horários e quantidade de aviões não ajudaram nada. Pela primeira vez consegui dormir num avião - mas também nem sequer quero contabilizar as horas a que já estava acordado.
Como se pode constatar poucas foram as limitações que a minha doença teve nesta viagem - temos de encarar tudo isto como uma aprendizagem contínua. Estou certo de que, para a próxima, vou ser capaz de gerir melhor a questão da alimentação assim como não me irei esquecer da minha medicação (especialmente o indutor de sono).
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