O impacto da doença de Crohn na vida profissional
Ao escrever este blog tento ser claro e útil. Cada post deverá, ao longo do tempo, ter várias versões.
Uma das questões importantes quando somos portadores de uma doença crónica é o impacto que esta tem na nossa vida: pessoal ou profissional. Gosto muito da minha profissão e claro que, para além de todo o trabalho científico e clínico que tenho tido nestes longos mas primeiros três anos e meio de actuação viram em si algumas consequências da doença. O Crohn nunca foi um motivo isolado para eu terminar ou nem sequer começar uma actividade profissional - no entanto, ajudou a tomar algumas decisões, seja por medo do futuro ou por aquilo que já tinha acontecido.
Posso marcar alguns episódios, nestes anos, que me marcaram. Um dos mais constrangedores foi enquanto uma das minhas alunas da universidade apresentava o seu trabalho - tive de pedir desculpa por duas vezes nessa aula para ir à casa de banho com urgência - confesso que tive alguma vergonha (nem por isso se safou da má nota). As dores intestinais eram tenebrosas mas tive de aguentar com o meu buscopan milagroso.
Recordo ainda um episódio que já contei aqui. Na véspera de ir para Barcelona quase tive de desistir porque fui internado com suspeita de melenas que, felizmente, não se confirmaram. Na última viagem profissional que fiz, recentemente, fui também internado com febre e dores intestinais.
Quanto a empregos: durante este tempo todo apenas tive realmente que faltar para fazer análises e consultas. Quando estive internado tive de faltar também. No entanto estou rodeado de pessoas e clientes compreensivos que nunca me deixaram nem puseram nenhum empasse.
Apesar de não ter sido a única justificação, o facto de ter Crohn ajudou bastante para desistir de um dos empregos que tinha. Resultou, felizmente, num estilo de vida calmo e monetariamente compatível - ou por vezes melhor, até! Nem tudo é mau.
No entanto, até hoje não deixei de fazer nada que queria e acho que levo uma vida sedentária (porque quero) mas normal. Um pouco mais de exercício seria mais saudável, mas não gosto.
Isto tudo é para mostrar que é possível levar uma vida profissional activa e bem activa!
Uma das questões importantes quando somos portadores de uma doença crónica é o impacto que esta tem na nossa vida: pessoal ou profissional. Gosto muito da minha profissão e claro que, para além de todo o trabalho científico e clínico que tenho tido nestes longos mas primeiros três anos e meio de actuação viram em si algumas consequências da doença. O Crohn nunca foi um motivo isolado para eu terminar ou nem sequer começar uma actividade profissional - no entanto, ajudou a tomar algumas decisões, seja por medo do futuro ou por aquilo que já tinha acontecido.
Posso marcar alguns episódios, nestes anos, que me marcaram. Um dos mais constrangedores foi enquanto uma das minhas alunas da universidade apresentava o seu trabalho - tive de pedir desculpa por duas vezes nessa aula para ir à casa de banho com urgência - confesso que tive alguma vergonha (nem por isso se safou da má nota). As dores intestinais eram tenebrosas mas tive de aguentar com o meu buscopan milagroso.
Recordo ainda um episódio que já contei aqui. Na véspera de ir para Barcelona quase tive de desistir porque fui internado com suspeita de melenas que, felizmente, não se confirmaram. Na última viagem profissional que fiz, recentemente, fui também internado com febre e dores intestinais.
Quanto a empregos: durante este tempo todo apenas tive realmente que faltar para fazer análises e consultas. Quando estive internado tive de faltar também. No entanto estou rodeado de pessoas e clientes compreensivos que nunca me deixaram nem puseram nenhum empasse.
Apesar de não ter sido a única justificação, o facto de ter Crohn ajudou bastante para desistir de um dos empregos que tinha. Resultou, felizmente, num estilo de vida calmo e monetariamente compatível - ou por vezes melhor, até! Nem tudo é mau.
No entanto, até hoje não deixei de fazer nada que queria e acho que levo uma vida sedentária (porque quero) mas normal. Um pouco mais de exercício seria mais saudável, mas não gosto.
Isto tudo é para mostrar que é possível levar uma vida profissional activa e bem activa!

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