Diário de Bordo II - Novo México, EUA

Ok Ok... Já sei que estou e falta. Mas compreendam, não se faz uma viagem destas todos os anos! Está a ser maravilhoso. As pessoas são diferentes, a cultura é diferente e a comida também é diferente. Ainda não descobri como se cumprimentam as pessoas deste país ou, pelo menos, desta cidade - se calhar não estou atento - mas sempre que me aproximo para dar um beijinho na cara a maioria (quase todas!) fogem e nunca aceitam o segundo! Amanhã não dou beijinhos a ninguém.

A comida é, no mínimo, picante! Toda a gente me dizia isso, mas como em Portugal a ovelha negra sou eu - ou seja, sempre que comemos com molhos picantes eu nunca me queixo. Ontem não consegui comer nem metade da minha enchilada! Porra, era mesmo picante. O burrito de anteontem era bom mas também picante. E, hoje, comemos um prato também tradicional (já não me lembro do nome) e tinha também o famoso green chilli - desta vez menos picante e comestível. Esta gente faz tudo muito cedo - levanta-se cedo, trabalha cedo, almoça cedo, acaba de trabalhar cedo, janta cedo (alguns restaurantes já não servem a partir das 21:00). No final do curso, que incluía o jantar típico, ao voltar para casa cruzamo-nos com a dona da casa. Juntei-me a ela e acompanhei-a num jantar com a sua família - são pessoas realmente acolhedoras. O jantar foi num restaurante japonês em que cozinham o que é cozinhável na nossa frente e na nossa mesa - os chefs são muito cómicos, interactivos, habilidosos e talentosos. Metem-se imenso com os clientes. Comi porque me obrigaram a experimentar aquilo - e era bem saboroso.

Tenho uma confissão para fazer - ontem surgiram-me duas aftas e comecei logo com o corticóide - quero minimizar ao máximo (lindo jogo de palavras) a possibilidade de ser internado. No entanto não quero limitar as minhas experiências e participação social, ou seja, quero comer tudo! Claro que as aftas devem ter surgido na sequência da comida tão diferente e temperada!

Vamos indo.

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