As adaptações da vida com o Sr. Crohn
Como é óbvio, aumentando a intensidade e a frequência das crises, tive de fazer algumas adaptações à minha vida pessoal e profissional. É algo que tenho vindo a fazer de forma progressiva.
Terminei a minha licenciatura no início de 2011. Até final desse ano praticamente não tive trabalho, como recém-licenciado que era (apesar dos 1000 estágios que fiz, grande parte deles voluntários).
Tomei uma decisão: criar o meu posto de trabalho (a prática privada). A decisão não podia ter sido melhor - actualmente é um dos meus principais ganha-pão. Passado um mês recebi uma proposta que não pude rejeitar - apesar de grande parte das funções que exercia não serem da minha área. Este trabalho ocupava-me 6 dias por semana a tempo inteiro. Tudo isto acumulado ao trabalho que eu tinha criado - ora bem, o único dia de folga que eu tinha, tive de o ocupar parcialmente para conseguir horários.
Assim estive até início de 2013: a melhor proposta surgiu, no entanto era frágil. Recebi um convite para leccionar numa instituição de ensino superior - podia rejeitar? Claro que não - era o meu sonho! Imaginem, então, qual foi o horário que preenchi? Claro que foi as horas do meu "dia de folga". Sim, estão vocês a pensar, e tempo para descansar? Eu respondo: nenhum! Associado a isto tinha ainda a minha vida artística que, pelo menos, me ocupava uma noite por semana para ensaios - se tivéssemos actuações seria mais.
Assim estive dois anos. Pensam vocês (e muito bem): será demais para alguém com doença inflamatória intestinal? Eu respondo: claro que sim. Mas só agora vi isso. Neste intervalo de tempo perdi o emprego na universidade (eu disse que era frágil!) e por isso fiquei com os outros. Surgiu outro novo! Nada mau para tempos de crise, que dizem? Mais oito horas por semana a exercer a minha tão adorada profissão. Não podia recusar.
Na vida nem tudo é dinheiro e, por isso, tive de tomar decisões. Larguei o emprego a tempo inteiro que tinha para exercer exclusivamente as funções da minha profissão - por incrível que pareça, economicamente não teve muito impacto, porque consegui fazer uma série de adaptações.
Actualmente trabalho muito menos e vivo cada vez melhor.
O estilo de vida que adoptamos reflecte-se muito na doença.
Terminei a minha licenciatura no início de 2011. Até final desse ano praticamente não tive trabalho, como recém-licenciado que era (apesar dos 1000 estágios que fiz, grande parte deles voluntários).
Tomei uma decisão: criar o meu posto de trabalho (a prática privada). A decisão não podia ter sido melhor - actualmente é um dos meus principais ganha-pão. Passado um mês recebi uma proposta que não pude rejeitar - apesar de grande parte das funções que exercia não serem da minha área. Este trabalho ocupava-me 6 dias por semana a tempo inteiro. Tudo isto acumulado ao trabalho que eu tinha criado - ora bem, o único dia de folga que eu tinha, tive de o ocupar parcialmente para conseguir horários.
Assim estive até início de 2013: a melhor proposta surgiu, no entanto era frágil. Recebi um convite para leccionar numa instituição de ensino superior - podia rejeitar? Claro que não - era o meu sonho! Imaginem, então, qual foi o horário que preenchi? Claro que foi as horas do meu "dia de folga". Sim, estão vocês a pensar, e tempo para descansar? Eu respondo: nenhum! Associado a isto tinha ainda a minha vida artística que, pelo menos, me ocupava uma noite por semana para ensaios - se tivéssemos actuações seria mais.
Assim estive dois anos. Pensam vocês (e muito bem): será demais para alguém com doença inflamatória intestinal? Eu respondo: claro que sim. Mas só agora vi isso. Neste intervalo de tempo perdi o emprego na universidade (eu disse que era frágil!) e por isso fiquei com os outros. Surgiu outro novo! Nada mau para tempos de crise, que dizem? Mais oito horas por semana a exercer a minha tão adorada profissão. Não podia recusar.
Na vida nem tudo é dinheiro e, por isso, tive de tomar decisões. Larguei o emprego a tempo inteiro que tinha para exercer exclusivamente as funções da minha profissão - por incrível que pareça, economicamente não teve muito impacto, porque consegui fazer uma série de adaptações.
Actualmente trabalho muito menos e vivo cada vez melhor.
O estilo de vida que adoptamos reflecte-se muito na doença.
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